21 setembro 2015

Mundo

"Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
Daqueles que velam pela alegria do mundo
Indo e mais fundo
Tins e bens e tais"
Podres Poderes - Caetano Veloso

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16 setembro 2015

Resenha do livro "A Música do Silêncio", de Patrick Routhfuss

Para começar, preciso dizer uma coisa, faço parte daquele grupo que aguardo ansiosamente o terceiro da A Crônica do Matador do Rei. Eu enlouqueci quando divulgaram o nome (As Portas de Pedras, para quem não sabe), releio os dois sempre que dá e só não tatuei ainda um alaúde porque não tenho dinheiro! U.U 

Tinha resolvido não ler esses livros que ele lançou só por protesto (vê se pode?) pela demora no lançamento do terceiro.

Mas me deparei com esse livro, solitário, em uma prateleira da livraria, não suportei sua tristeza e levei para casa. Mas por pena de sua solidão do que por vontade real de lê-lo. Só que como a maioria dos livros, ele fica feliz quando você o tira para ler. Como estou numa vibe mais "seja mais feliz e, de quebra, faça os outros felizes também", resolvi que para o bem do livro (e de mim) eu iria lê-lo!

 
A sinopse é bem simples e não me mostrou muito sobre o que seria o livro: Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem. Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios..

Ela é uma personagem singular e diferente que aparece na história de Kvothe. Seria a história de Auri, deduzi. 

Mas não é bem a história dela. É mais uma narração de alguns dias de sua vida. Se ela era misteriosa, continua sendo depois da leitura. Sua grande característica é o modo como enxerga o mundo. É tão belo sua forma de tentar manter o equilíbrio, de tentar deixar tudo em seu lugar.

Não é uma simples personificação dos objetos, ela enxerga além da coisa em si, vê a essência do que tudo é feito. Ela ajuda o mundo a manter a roda girando, estável. Seu olhar me fez lembrar um pouco a coleção a Roda do Tempo.

Mesmo a narrativa não tendo qualquer semelhança com a Crônica, compensa a leitura. E me faz sentir ainda mais admiração pelo Patrick Routhfuss, com certeza um excelente escritor. (Patrick, vou parar de reclamar um pouquinho sobre a demora do terceiro!)

Na minha humilde opinião, o livro é lindo e vale a pena ser lido!

10 setembro 2015

Resenha (crítica) do Livro Armada, de Ernest Cline

Vocês não entendem o tamanho da minha felicidade quando entrei no estande da LEYA e vi o livro Armada. Foi algo como um mini enfarto. Fiquei rondando o vendedor até ele trazer do depósito já que, pelo visto, ele estava vendendo que nem água. (Lógico que depois achei alguns exemplares em um outro cantinho do estande. Aquele vendedor estava gostando de meu sofrimento!! ¬¬") Devorei o livro e bem...



Pra quem não sabe, segue a sinopse:
Zack sempre sonhou com uma realidade parecida com o universo dos livros e filmes de ficção científica. Por que nunca acontecia algo fantástico que pudesse trazer um pouco de aventura à sua vidinha mais ou menos? Então, de repente, ele vê uma nave espacial. E, mais estranho ainda, ela é idêntica à do seu videogame preferido. Agora, suas habilidades ao joystick serão fundamentais para salvar a Terra da destruição!

Bem, deixa eu deixar claro algumas coisas. Eu adoro o Jogador Número 1. Amo. Mesmo. Não, não jogo. Posso não entender metade dessas referências, mas para uma pessoa que acha fielmente que nasceu na geração errada, esse livro é um ode a época que, infelizmente, não nasci. Não traz profundos conhecimentos, nem tem uma história sem furos, muito menos perfeita. Adoro a maneira como ele escrever, o desenvolvimento dos personagens e como coloca todas essas referências dos anos 80 ao acaso, dando leves pinceladas e te deixando louca. Eu o amo e é assim que as coisas são. ^^

Quando divulgaram a sinopse do Armada a primeira coisa que pensei é, "Nossa, que clichê". Acho que um pouco influenciada pelo Insignia, que estava lendo no período. (Entendam, trabalho na área do cinema, preciso ser crítica.) Mas, como boa fã pensei que ele saberia escrever e colocaria sua mágica nesse livro também. Bem, pro meu desprazer, ele não colocou.

O livro é óbvio no início ao fim. As grandes descobertas são banais e dedutíveis. O personagem principal é raso e fraco, mas muda de uma hora para outra, terminando o livro como um cara corajoso, com plena visão no futuro. Diferente do Wade, do Jogador N° 1, que você acompanha seu desenvolvimento. Não consegui criar grandes laços com os outros personagens.

Devido ao sucesso do primeiro livro, ele tenta seguir os mesmos preceitos e força a barra com as referências. Sendo um pouco irritante (sério, tem um alienígena viciado em cultura pop!)

Então, na minha humilde opinião, um livro que distrai. Leia quando não tiver nenhum livro decente, nenhum filme bom e não estiver com sono!