Tinha resolvido não ler esses livros que ele lançou só por protesto (vê se pode?) pela demora no lançamento do terceiro.
Mas me deparei com esse livro, solitário, em uma prateleira da livraria, não suportei sua tristeza e levei para casa. Mas por pena de sua solidão do que por vontade real de lê-lo. Só que como a maioria dos livros, ele fica feliz quando você o tira para ler. Como estou numa vibe mais "seja mais feliz e, de quebra, faça os outros felizes também", resolvi que para o bem do livro (e de mim) eu iria lê-lo!
A sinopse é bem simples e não me mostrou muito sobre o que seria o livro: Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem. Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios..
Ela é uma personagem singular e diferente que aparece na história de Kvothe. Seria a história de Auri, deduzi.
Mas não é bem a história dela. É mais uma narração de alguns dias de sua vida. Se ela era misteriosa, continua sendo depois da leitura. Sua grande característica é o modo como enxerga o mundo. É tão belo sua forma de tentar manter o equilíbrio, de tentar deixar tudo em seu lugar.
Não é uma simples personificação dos objetos, ela enxerga além da coisa em si, vê a essência do que tudo é feito. Ela ajuda o mundo a manter a roda girando, estável. Seu olhar me fez lembrar um pouco a coleção a Roda do Tempo.
Mesmo a narrativa não tendo qualquer semelhança com a Crônica, compensa a leitura. E me faz sentir ainda mais admiração pelo Patrick Routhfuss, com certeza um excelente escritor. (Patrick, vou parar de reclamar um pouquinho sobre a demora do terceiro!)
Na minha humilde opinião, o livro é lindo e vale a pena ser lido!

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