Vocês não entendem o tamanho da minha felicidade quando entrei no estande da LEYA e vi o livro Armada. Foi algo como um mini enfarto. Fiquei rondando o vendedor até ele trazer do depósito já que, pelo visto, ele estava vendendo que nem água. (Lógico que depois achei alguns exemplares em um outro cantinho do estande. Aquele vendedor estava gostando de meu sofrimento!! ¬¬") Devorei o livro e bem...
Pra quem não sabe, segue a sinopse:
Zack sempre sonhou com uma realidade parecida com o universo dos livros e filmes de ficção científica. Por que nunca acontecia algo fantástico que pudesse trazer um pouco de aventura à sua vidinha mais ou menos? Então, de repente, ele vê uma nave espacial. E, mais estranho ainda, ela é idêntica à do seu videogame preferido. Agora, suas habilidades ao joystick serão fundamentais para salvar a Terra da destruição!
Bem, deixa eu deixar claro algumas coisas. Eu adoro o Jogador Número 1. Amo. Mesmo. Não, não jogo. Posso não entender metade dessas referências, mas para uma pessoa que acha fielmente que nasceu na geração errada, esse livro é um ode a época que, infelizmente, não nasci. Não traz profundos conhecimentos, nem tem uma história sem furos, muito menos perfeita. Adoro a maneira como ele escrever, o desenvolvimento dos personagens e como coloca todas essas referências dos anos 80 ao acaso, dando leves pinceladas e te deixando louca. Eu o amo e é assim que as coisas são. ^^
Quando divulgaram a sinopse do Armada a primeira coisa que pensei é, "Nossa, que clichê". Acho que um pouco influenciada pelo Insignia, que estava lendo no período. (Entendam, trabalho na área do cinema, preciso ser crítica.) Mas, como boa fã pensei que ele saberia escrever e colocaria sua mágica nesse livro também. Bem, pro meu desprazer, ele não colocou.
O livro é óbvio no início ao fim. As grandes descobertas são banais e dedutíveis. O personagem principal é raso e fraco, mas muda de uma hora para outra, terminando o livro como um cara corajoso, com plena visão no futuro. Diferente do Wade, do Jogador N° 1, que você acompanha seu desenvolvimento. Não consegui criar grandes laços com os outros personagens.
Devido ao sucesso do primeiro livro, ele tenta seguir os mesmos preceitos e força a barra com as referências. Sendo um pouco irritante (sério, tem um alienígena viciado em cultura pop!)
Então, na minha humilde opinião, um livro que distrai. Leia quando não tiver nenhum livro decente, nenhum filme bom e não estiver com sono!